segunda-feira, 5 de maio de 2008

Pseudo.

Não assista a esses filmes. Não escute essas bandas. Não frequente aqueles lugares e nunca, em hipótese alguma, diga que gosta de fotografia em preto e branco e que seu sonho é ir pra Londres.
Por que?
Porque essas coisas são muito pseudo.
Mas o que é pseudo? O que isso tem a ver com a minha banda favorita?

Hoje em dia a coisa mais comum, principalmente no orkut, é se deparar - na maioria das vezes - com comunidades e tópicos de comunidades que discutam o tal do pseudo. Seja ele pseudo intelectual, cult, indie.
.. Há muita discussão banal, sem motivo, para tais assuntos. As pessoas precisam aprender a aceitar o gosto das outras, seja ele pseudo não-sei-mais-o-quê. Na verdade, as pessoas que tanto criticam esse comportamento são aquelas que mais têm essas atitudes. E, pra falar a verdade, são pessoas que não têm outra coisa com a qual se ocupar.
Aí entra a lei do livre arbítrio: cada um faz o que quer, basta depois arcar com as consequências. Se o sujeito gosta de Amélie Poulain e ouve Interpol o dia todo, porque eu o chamaria de pseudo cult, sendo que ele tem um ótimo gosto?

Confesso que gosto do filme e da banda citados acima. Já vi Amélie Poulain três vezes e ontem ganhei o dvd, e não me sinto um farsante (convenhamos que nesse caso, "farsante" tem o mesmo significado de "pseudo") por causa disso.

Se você é um desses que critica o gosto dos outros mesmo este sendo igual ao seu, pense duas vezes.

E como sugestão eu indico "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain".


O filme conta a história de Amélie Poulain (Audrey Tatou), uma mulher que vive na solidão de seu apartamento e trabalha num café. Até que um dia ela encontra uma caixinha repleta de objetos infantis, e resolve sair em busca do dono do "tesouro".
Ao tomar essa decisão, Amélie não faz idéia do que o destino lhe reserva.

Imperdível.





Título: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Duração: 122 minutos.
Origem: França
Ano: 2001
Duas indicações ao Oscar 2002, incluindo melhor filme estrangeiro.

9 comentários:

Mayara disse...

Simplesmente ótimo. Bem, eu tava pensando sobre o assunto um dia desses. Eu nao gosto muito de Amelie Poulain, porem amo interpol, fotografia e quero ir apra londres sim, alias toda a europa HAHA.
bem, as pessoas se preocupam demais com as outras, coisas inuteis, cada um é cada um, e dai se tem mias algum grupo que gosta das mesmas coisas? Para que eu dizer que quero viajar para a Armênia e escuto bandas de musica ambiente só apra ser diferente? Se Londres é bom, se Amelie e Interpol é bom, por quê nao gostar disso? repito, muito bom seu post.

MandinhaW disse...

o filme deve ser muito bom
parabens
gostei muito do blog
principalmente do nome q n tem... hehehehe
da uma passadinha la no meu:
http://coisasethings.blogspot.com/
segundo post por favor

ma disse...

Adorei! É isso aí! Tenho o Amélie e ainda não deu tempo de assistir, mas depois de ler o post, já tá decidido, dessa semana não passa!
Parabéns pelo texto bem escrito e coerente.
Passa lá pra conhecer a gente tb, tá?
Abração.

Letícia.

http://babelpontocom.blogspot.com/

lorena disse...

adoro amelie poulain. simplesmente lindo, sensível e incrivelmente fascinante.a trilha sonora com o yann tiersen é perfeita.
e é um saco msm toda esse gente criticando os emos/indies/cults.
haha
deixa o povo ser feliz do jeito que eh.

=]

Igor Lessa disse...

Acho que esse lance de "pseudo", fica mais na conduta da pessoa do que propriamente no que ela consome. Há pessoas que vão captando o que fica bem na fita se disser que curte, e aí, curtindo ou não, a pessoa pega aquilo como se fosse uma bandeira, uma extensão de sua personalidade, uma máscara.
Vi isso acontecer a vida toda, mas como vc disse, eu concordo. Sinceramente, não to nem ai. Cada dia que passa e eu vejo mais gente assim, mas à vontade me sinto pra gostar do que eu quiser, sem descriminação, respeitando apenas meus sentimentos e minhas percepções. Além do que acho que arte não tem regras...

Gostei do seu blog, em!
Um abraço!


Olhando Pra Grama - Crônicas de um ansioso

Unknown disse...

Oi guilherme tudo bem cara??
obrigado pela visita no meu blog, estou retribuindo.. aquela crônica da etnia é minha sim.. que bom que gostou ,fico contente pois sei que vc e a karina sao pessoas com gostos refinados e nao alienados como a maioria dos jovens da sua época.

apareça sempre por lá.. será sempre muito bem vindo

abraço

Eliéser Baco

obs: ah.. me adiciona no orkut, amigos inteligentes sao mais que bem vindos.. abraço.. parabens pelo blog.. vou ler sempre e colocar indicação dele no meu blog

Unknown disse...

agora vou comentar sobre o seu comentario sobre o filme.. que esqueci no outro post.. rs

realmente o filme faz jus a fama de envolvente, de cativante, de tão bom quanto ficou conhecido no boca-a-boca mundial e na mídia geral.

tenho ele, comprei uma edição dupla muito bacana... não é a toa que meu sobrenome no orkut é de um personagem do filme

abraço gui

GiovannaMoser disse...

concordo'
cada um tem um gosto diferente para cada coisa ...

Karina Miranda disse...

Pseudo, palavra q sempre usamos... ahhhh Amelie Poulain que filme fascinante, singelo,adorável, faltam adjetivos p expressar o quanto esse filme me encanta a cada vez que assisto.
Bjão
Kah